E quando o sol se põe atrás dos montes, para iluminar a terra estrangeira que foge à minha vista, a escuridão é certa em dias de lua nova. Lua essa que tem seu brilho ofuscado por um ciclo, e desespero trás aos viajantes de terras virgens da pisada humana.
Esse viajante não pode ser eu, literalmente, pois na Grande São Paulo são poucas as terras assim existentes, a lua vira lenda num céu poluído, estrelas de outrora são agora os postes de luz nas ruas perigosas. Mas sou sim esse viajante quando o sentido é outro: ao viajar pela imensidão dos pensamentos que me confundem, eu me embrenho em matas fechadas, em bifurcações determinantes e o caminho para se chegar até a luz é tortuoso. Espero o dia, que parece criança à escuridão da noite velha. Se fico parado, sou tragado por aquele ladrão que está à espreita. Se sigo em frente me perco num cerco sem clareira. Então eu corro para despistar aquele que me persegue e fecho os olhos da carne para ampliar os meus sentidos, outros.
E quando chega o sol? Ah, o Sol! É aí que eu acordo, é aí que eu vejo que valeu a pena esperar passar a noite. A tormenta que se fez presente é diluída a cada músculo acionado para meu sorriso sincero. Sou novamente o fruto da minha nova essência. Deixo de ser aquele viajante para herdar o meu lugarzinho no meio do agreste, no meio da simplicidade. Ali a noite vem, mas vem em sonho... E vem com lua cheia.
Que lindo texto Pablo, meus parabéns!!!
ResponderExcluirBjos,
Amanda Goulart.
Uau! Quanto orgulho de você! Lindo, amei! <3
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