quinta-feira, 25 de julho de 2013

Silêncio

Olho ao redor e só paredes brancas eu vejo. Brancas como a neve não digo... brancas como o vazio que me preenche e de tabela, enquanto o negro olhar de um abismo me consome.
Oh! Quão profundo pode ser um rio de lágrimas sem aparentes motivos de queda? Queda que eu passo por ti, doce como o mar e amarga como o mel.
Duro é ser escritor e mais duro é ser poeta, pois nem eles mesmos entendem o porque de se declarar ao mundo em vez de ficar mudo. E se declaram sem se esperar que os outros entendam a verdade.
A vós deixo a paz e a mim o silêncio....silênc...sil... s

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Esperança?

Bum! É o som de uma cabeça explodindo... É o som de ideias se esvaindo... É o som de preceitos caindo... É o som de alguém arrependido.
Nossa! É estranho acordar e se olhar no espelho, ver um eu fragilizado que não aparecerá em público, que ficará, durante uma vida inteira, guardado.
Olhe! Para que ser astronauta se para todos os lados olhados olhamos sem olhar os mundos, as órbitas e planetas que sob o umbigo de cada indivíduo se escondem?
Abrir-se-á de novo aquela caixinha que a querida e amada Pandora, jaz na mitologia, abriu e, desta derradeira vez, a esperança, que os humanos com tanto ardor tentara resguardar em si, sairá voando desse nosso mundo. Já consigo ver ao longe suas asas se abrindo e suas tentativas de escape. Calma querida Esperança! O ser humano por si próprio abrirá sua clausura em breve. Poucos ainda resistem à esta decisão, mas isto logo se acabará e assim te peço apenas calma...
Opa! Ainda tem aquele que resiste... AINDA TEM AQUELE QUE RESISTE! ESPERANÇA, NÃO SE VÁ! NÃO! NUNCA! Ainda há mães que esperam que seus filhos voltem da guerra, ainda há um povo que clama por justiça, ainda há piegas que clamam por amores, ainda há religiosos que tem esperanças de alcançar o paraíso, ainda há eu. Um eu que não sabe o que deve saber e apenas se atrela aos seus braços, mais um em seus braços, minha doce Esperança.