A vontade que tenho é deletar todos os textos que escrevi aqui até hoje.
Tenho essa vontade porque, a cada dia que passa, eu me torno outra pessoa.
Não, não outra pessoa em minha essência, em quem eu realmente sou. Naquele meu superego escondido nos confins do meu subconsciente.
Sou e sempre serei a mesma pessoa em estrutura, mudando de estatura constantemente e tendo um cérebro do tamanho de um humano normal.
Não sou um super humano. Não sou. Não sou nem me tornei um. Ainda sou jovem. Retardado, mas jovem.
A órbita do meu umbigo tem valores ínfimos perto das galáxias presentes naqueles que me rodeiam.
Segundo sol é o caramba, há 7 bilhões de sóis espalhados por aí. Cada um é o centro de sua própria galáxia. Do seu próprio universo. Do seu mundinho.
Ah! Deus, até quando ainda deverei ser humano? Não digo que tornar-me-ei anjo. Digo que só quero paz.
Voltando ao assunto no começo já tratado. Foi necessário fazer todos esses adendos, mas volto, por coesão devo voltar. Mudei.
Na verdade, mudo.
E a cada novo som que ouço, a cada nova visão que vejo, a cada novo sentimento que sinto... me torno outro.
Outro. Ontem. Outrem. Outrora. Outras. Muito. Tudo. Todas.
É tudo subjetivo. É tudo irreal de um plano mas real em outro.
E é a cada nova junção de palavras que vejo que, para mim, estou amadurecido(endo) como pessoa e renovado como espírito.
E a cada novo gesto singelo, percebo que meus romances românticos são nada perto dos amores outros que podem surgir.
A cada nova ironia, percebo que as antigas já ultrapassadas foram.
Ei, ressurgi com novas ideias e, ao terminar essa que vos apresento aqui, surgirá outra que a irá sobrepor e, mais uma vez, terei vontade. Imensa vontade.
Deletar. Delet. Del. De. De deletar. Terei vontade de deletar essa daqui.
Do Inglês surgiste linda palavrinha: deletar. Verbo acionado com um botão, mas consagrado. Consagrado pela ação que carregas como verbo.
Verbo deletar.